Perplexidades

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Atravessamos um período extremamente difícil na história da humanidade. Assistimos perplexos ao desrespeito contínuo às regras do Direito Internacional. A “lei do mais forte” e os interesses econômicos e geopolíticos ignoram a autodeterminação dos povos. Prevalece a violência da guerra com a morte de milhares de crianças e de civis inocentes. A cada dia se constroem mais muros e menos pontes. Apesar dos reiterados apelos do Papa Leão XIV, a PAZ verdadeira, fundada na JUSTIÇA, parece um horizonte longínquo e inalcançável.

Assim como em vários países do mundo, o Brasil assiste ao avanço ameaçador do chamado “populismo autoritário” que despreza a democracia e coloca sua sobrevivência em risco.
O mais alarmante é que toda essa barbárie, muitas vezes, tem sido perpetrada e amparada pela instrumentalização descarada da RELIGIÃO. A polarização política construída como se fosse uma luta do bem contra o mal, é falsamente tratada – por pessoas que se identificam como cristãs – como uma questão de valores morais eternos e imutáveis, para justificar o discurso de ódio e a busca permanente por um inimigo que deve ser destruído.

Acompanhamos essa triste realidade sabedores do papel central que a COMUNICAÇÃO RELIGIOSA desempenha em todo este processo. Nas redes digitais, nas TVs, nas emissoras de rádio, nos jornais, está em curso uma disputa de narrativas, políticas e religiosas, que se utiliza, inclusive, da Inteligência Artificial. Fica cada vez mais difícil saber o que é verdadeiro e o que é falso; o que é real e o que foi deliberadamente criado para enganar.

​Em 2026 teremos eleições gerais no nosso país. O OBSERVATÓRIO DA COMUNICAÇÃO RELIGIOSA reitera que devemos estar cada vez mais alertas para não correr o risco de sermos manipulados. E sempre preparados para fazer a denúncia profética.

Em sintonia com os ensinamentos do Papa Francisco, a chave aqui é a ESPIRITUALIDADE DO DISCERNIMENTO. O discernimento é uma ferramenta de conhecimento. Com oração, reflexão e escuta busquemos sempre a VERDADE e a JUSTIÇA.

Brasília, 12 de março de 2026
Venício A. de Lima

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