Deus não escolheu comunicar o seu amor por meio de discursos distantes ou sinais grandiosos reservados a poucos. Ele falou ao mundo assumindo a nossa própria carne, nascendo pequeno, frágil e dependente. A Encarnação é a linguagem mais concreta do amor: Deus entra na história humana não pelo poder, mas pela proximidade, revelando que ninguém é invisível aos seus olhos.
O nascimento do Menino Jesus acontece à margem, longe dos palácios e dos centros de decisão. Ele nasce onde a vida é simples e onde muitos lutam para sobreviver. Assim, Deus comunica que sua presença se manifesta especialmente nos lugares esquecidos, nas periferias da sociedade, junto aos pobres e exclorna-se, desse modo, uma denúncia silenciosa contra toda forma de desigualdade e indiferença.
Ao tornar-se criança, Deus confia-se aos cuidados humanos. Essa escolha revela um amor que se arrisca e que convoca à responsabilidade. O Menino Jesus nos ensina que amar é criar vínculos, proteger a vida frágil e assumir compromisso com o outro, sobretudo com quem mais precisa. A Encarnação transforma o amor em tarefa social.
Celebrar o nascimento de Jesus é acolher essa comunicação viva de Deus que continua acontecendo hoje. Cada gesto de solidariedade, cada palavra de esperança e cada ação em favor da justiça prolongam a Encarnação no tempo presente. O amor de Deus, feito carne em Belém, deseja continuar se encarnando nas relações humanas, construindo um mundo mais justo, fraterno e humano.
Nasce para nós o Salvador, o Emanuel, Deus conosco: a Encarnação do Verbo que comunica o amor e a misericórdia de Deus à humanidade.
Um Natal abençoado, são os sinceros votos do OCR – Observatório da Comunicação Religiosa.
Brasília, 19 de dezembro de 2025.
Ir. Natanael de Melo Carvalho, CSsR






