Olá! O Observatório da Comunicação Religiosa está hoje novamente com você neste programa importante, porque Aparecida interessa ao Brasil, assim como fatos sobre os quais a voz não pode calar. Estamos falando do RESPEITO À SOBERANIA DOS PAÍSES E SUA REPERCUSSÃO NA MÍDIA. Temas difíceis como estes talvez nem gostaríamos de nos preocupar, pois já temos tantos problemas básicos em nossas famílias, em nossa cidade. Mas, como cidadãos e cidadãs, precisamos não só rezar, mas pensar sobre isso.
Não é preciso dizer que é inaceitável o que está acontecendo em nosso continente americano com a invasão da Venezuela, no dia três deste mês, pela força e pela ganância das riquezas minerais e, sobretudo, do petróleo. É o assunto na mídia internacional e nacional e nas redes sociais, porque este é um fato que fere os princípios e acordos internacionais e as convenções, independentemente das formas de governo de cada país. Como pode alguém arrogar-se ao direito de ser “dono do mundo” ou dono do Ocidente?
É bom também observar como apresentadores e repórteres da grande mídia apresentam o fato e os seus desdobramentos. Pela seleção e modo de dizer, podemos perceber se há objetividade e certa isenção ou não. O ex-ministro do STF, Celso Melo, escreve:
“A América Latina não é protetorado, tampouco área de segurança nacional de qualquer potência. Os povos desta região lutaram, pagaram com sangue, para conquistar sua independência e consolidar regimes constitucionais próprios, plurais, socialmente sensíveis e vocacionados à paz.”
A CNBB também enviou carta de solidariedade aos bispos da Venezuela, afirmando a necessidade do respeito à dignidade das pessoas e à soberania das Nações. E a mídia do Vaticano traz a palavra do Papa Leão XIV, no dia 3 de janeiro de 2026:
“Acompanho com grande preocupação os desdobramentos da situação na Venezuela. O bem do amado povo venezuelano deve prevalecer acima de qualquer outra consideração e levar tanto à superação da violência quanto à adoção de caminhos de justiça e paz, garantindo a soberania do País, assegurando o Estado de direito estabelecido na Constituição, respeitando os direitos humanos e civis de cada um e de todos e trabalhando para construir juntos um futuro sereno de colaboração, estabilidade e concórdia, com especial atenção aos mais pobres, que sofrem devido à difícil situação econômica. Por isso, rezo e convido-vos a rezar.”
Vamos rezar, e pensar.
Brasília, DF – 16 de janeiro de 2026
Irmã Helena Corazza, fsp




