Em sintonia com a mensagem do Papa Leão XIV para o quinquagésimo nono Dia Mundial da Paz, o Observatório da Comunicação Religiosa une sua voz à do Pontífice para ecoar um apelo urgente: o mundo pede paz. Destacamos aqui, especialmente, os aspectos comunicacionais desta mensagem.
Reconhecemos que, na raiz de toda guerra, existe uma estratégia de dominação que se alimenta do desânimo e da desconfiança. Não podemos aceitar passivamente o medo como ferramenta de controle, nem o pessimismo como arma para paralisar a esperança.
Criticamos as potências mundiais que lucram com a dor alheia e investem em arsenais de morte, enquanto o mundo clama por políticas de vida — ainda que sejamos como pequenos beija-flores tentando apagar um incêndio na floresta. Uma nação que ataca outra trai a fraternidade humana. É hora de converter o recurso da destruição em alicerce de justiça social. Como nos pede o Papa: o desafio maior é o desarmamento do coração. Afinal, a paz verdadeira exige, além do silêncio dos canhões e o fim do eco das bombas, desarmar as intenções, pacificar a mente e libertar o olhar.
Por isso, reafirmamos o compromisso de renunciar ao rancor, superando o preconceito que fabrica inimigos, onde deveriam existir irmãos. É urgente promover o desarmamento digital: as redes sociais não podem ser campos de batalha, e rejeitamos os algoritmos do ódio e as máquinas de desinformação. Precisamos converter a tecnologia — nossa espada moderna — em arado, fazendo dela uma ferramenta de encontro e dignidade. É importante fortalecer a cooperação nas comunidades, adotando o diálogo, e nunca a agressão, como único caminho legítimo. Pelo fim do treinamento para a guerra e por um caminhar comum sob a luz que a todos ilumina.
Deus nos ajude.
Brasília, DF – 09 de janeiro de 2026
Pe. Antonio Iraildo Alves de Brito, ssp




